Archive for junho, 2013

Uma aranha chamada Ducati

sexta-feira, junho 28th, 2013

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Essa é uma grande curiosidade, motoqueiro. O título está certo mesmo e não se trata de uma nova moto da marca italiana. Trata-se mesmo do nome de uma nova aranha.

Parece bizarro (e é), mas cientistas de British Columbia, Canadá, encontraram uma nova espécie de aracnídeo e batizam-no de Apostenus ducati. O motivo? A aranha é pequena, ágil e o aracnídeo mais rápido do mundo. Portanto, o nome Ducati é em homenagem à marca mesmo.

O cientista Robb Bennett, um dos cabeças da pesquisa, afirmou que “Elas (as novas aranhas) são pequenas, ágeis e andam muito rápido. Daí a origem do nome. São quase impossíveis de pegar”. Também disse ser, obviamente, fã de motos, mas gosta mesmo das BMWs e Nortons. Só que, por senso geral do grupo, Apostenus notoni não soou tão bem.

O estudo que levou o nome de BioBlitz e foi conduzido em agosto do ano passado. 71 espécies de aranha foram registradas e 14 delas consideradas importantes descobertas para a biologia moderna.

Fãs de motos estão por todos os lugares, inclusive nas grandes academias.

Até a próxima.

O saudosismo não para: Norton de 1973 vai ser produzida novamente

quinta-feira, junho 27th, 2013

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Quando eu falo que a indústria e o público europeus (principalmente) vivem um momento de saudade desenfreada, tem gente que duvida. Ok, esse saudosismo é justificado ao passo que revive verdadeiros ícones da cultura urbana mundial sobre duas rodas. Veja essa novidade, colega motoqueiro.

Uma empresa inglesa vai produzir réplicas quase idênticas às originais da John Player Norton, moto vencedora da prova de rua mais perigosa do motocilismo mundial, o Tourist Trophy da Ilha de Man, em 1973.

Nomeada de JPN, a moto não pode ser emplacada para rodar em ruas e estradas, apenas em locais especiais (ou de enfeite, caso algum milionário queria pagar pouco mais de US$ 100 mil numa “mobília motorizada”).

Entre os atributos principais está o chassi chamado de “monocoque”, que possui características muito compactas. Atualmente, a Ducati Panigale 1199 utiliza este tipo de estrutura. Segundo a empresa, são apenas 152 kg a seco. O motor é da inglesa Norton, um bicilíndrico em paralelo com 748 cilindradas, que utiliza câmbio de 5 marchas.

O preço é até justificável: apenas 25 unidades serão feitas e cada unidade leva de 9 a 12 meses pra ficar pronta. Com acabamento e mecânica perfeitos. Mas até que 25 não é pouca coisa: da original, apenas 4 modelos foram montados.

Capacete russo traz ficção científica para a realidade

quarta-feira, junho 26th, 2013

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Motoqueiro vidrado em tecnologias novas e absurdas, prepare-se. Sabe quês filmes que o cara põe um capacete e em sua visão surgem informações de rota e GPS? Então, ele pode deixar de ser exclusivo de pilotos de caça e do Homem de Ferro.

Uma empresa russa chamada LiveMap criou um capacete para motociclista com essa tecnologia chamada Heads-Up Display. HUD, para os íntimos. O capacete possui uma viseira na qual é projetada uma imagem colorida e translúcida. De acordo com a empresa, a imagem não atrapalha a visão do motociclista e também não desvia sua atenção, pois não há uma tela separada, como nos GPS.

Duas baterias mantém o funcionamento do sistema por um bom tempo. Um microfone e dois alto-falantes embutidos no capacete permitem que o motociclista receba as orientações do GPS e ainda dê comandos de voz para o sistema, pra se sentir o verdadeiro Tony Stark (será que podemos usar o nome “Jarvis” como palavra-chave de comando, só de brincadeira?).

Porém, para produzir o capacete, a LiveMap precisa de investimentos. Eles lançaram uma campanha de crowdsourcing no site Indie GoGo. Você pode acessá-lo para contribuir e também para ver um vídeo explicando como a tecnologia funciona.

Curtiu a ideia dos russos?

Até a próxima.

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Uma imagem da tela. O mapa desaparece quando a moto anda, restando apenas informações do trajeto e sistema de áudio.

Factor 2014 vem em versão mais “pelada” para baixar o preço

terça-feira, junho 25th, 2013

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Que o mercado de motos zero está em declínio, todos já notaram. Principalmente das motos mais vendidas e de baixa cilindrada. O mercado de média e alta cilindrada vai bem, obrigado.

Mas pensando objetivamente, o que move as montadoras no Brasil é a moto do dia a dia. Por isso a Yamaha decidiu trazer uma versão ainda mais pelada da Factor, sua pequena moto de rua.

Nomeada de K1, essa nova versão parte de R$5.390, são R$500 reais abaixo da versão de entrada atual.

Porém ela perdeu itens de série. Não que a Factor tenha muitos, mas…

A moto não tem cavalete central e nem relógio de combustível. O acabamento ficou mais básico. Obviamente ela segue sem injeção eletrônica (mesmo que o carburador seja praticamente inadmissível hoje em dia, se a ideia é baratear…).

Da mesma forma, nada de partida elétrica: é no pedal. Freios a disco também não estão inclusos, tambor na dianteira e traseira.

Segundo a montadora, os R$500 mais baratos que a versão anterior garantem emplacamento e documentação e este seria o principal diferencial. Mesmo com um modelo tão básico, beirando o rudimentar, a procura é grande.

Isso revela duas coisas que já sabemos. Primeiro, a moto no Brasil deve atender antes a relação custo-benefício daqueles que a usam todos os dias e não daqueles que a usam por lazer. Segundo, veículos por aqui são caros que só!

Até a próxima.

Depois de anunciar primeira loja, Ducati aumenta a família

segunda-feira, junho 24th, 2013

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Colega motoqueiro fã da marca italiana, sorria. Depois de anunciar a primeira concessionária do país, a Ducati prometeu aumentar sua gama de motos por aqui.

E é uma novidade europeia também: a Hyperstrada. No melhor estilo supermotard com um toque de touring e bigtrail, a motoca chega em sua versão novíssima, que acaba de estrear na Itália.

Ela vem equipada com o novo Testastretta (motor tradicional da marca) de dois cilindros e 820 cc. O propulsor gera 110 cv de potência e torque máximo de 9,0 kgfm. Assim como a Diavel, a Hyperstrada tem três modos de pilotagem pré-programados: Urban, Sport e Touring.

O conjunto de freios é a disco, na traseira e dianteira. Nesta, conta com disco duplo e pinças Brembo. O conjunto tem ainda o auxílio do ABS de série. Controle de tração ajustável em oito níveis e aquecedor de manoplas são outros itens de série no novo modelo. Coisa de primeira mesmo.

Preço? Não revelado ainda, mas a moto, segundo a montadora,s era vendida ainda este ano, montada aqui mesmo.

Novidade e tanto, principalmente pra quem gosta de pegar umas estradas por aí.

Até a próxima.

Ducati abre oficialmente primeira loja no Brasil

sexta-feira, junho 21st, 2013

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Se algum motoqueiro tinha dúvidas de que a Ducati veio pra ficar, essa é a prova que faltava. A empresa italiana abriu a primeira concessionária no Brasil, em São Paulo.

Aproveitando a inauguração, a empresa também lançou a Monster 796, por R$ 37.900. Montada em Manaus, a moto é o modelo mais barato da Ducati no Brasil. Além dela,  a “muscle” Diavel está a venda partindo de R$ 56.900.

Segundo a empresa, a primeira loja será importante para que o cliente tenha um bom acompanhamento pós-venda. Mesmo sabendo que é praticamente impossível deixar todos os clientes satisfeitos, até porque a demanda por uma assistência é grande, já que a Ducati ficou sem nenhum representante no país depois de romper com o Grupo Izzo, a abertura de mais concessionárias melhorará o atendimento, sem dúvidas.

Claudio Domenicali, CEO da Ducati, afirmou que o Brasil representa um mercado importante para a montadora. “Em cinco anos o Brasil será responsável por 7% das vendas mundiais da marca”, afirmou o empresário da Ducati, que atua em 80 países.

Se motos italianas são tradicionais e muito se deve à Ducati também. E essa tradição sempre esteve longe no mercado nacional, que sempre esteve mais abertos às japonesas.

60km/l é a promessa da Honda para nova scoote

quinta-feira, junho 20th, 2013

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Colega motoqueiro que usa moto no dia a dia, a Honda apresentou para o mercado indiano a scooter Activa-I. É uma scooter pequena de 110 cc. Nada de mais, certo? A não ser pela promessa da montadora de ótimo consumo: 60km/l!

É isso mesmo. Segundo a marca, o método para verificação do consumo simula um deslocamento similar ao feito em vias urbanas. Para alcançar esta cifra econômica, a empresa utiliza tecnologia de baixa fricção.

Ela é pequena (do tamanho da Honda Pop, aproximadamente), tem câmbio automático CVT e entrega 8 cv de potência. O sistema de freios é arcaico: tambor nas duas rodas, mas traz um dispositivo que reparte a força dos freios entre os eixos. Suas rodas são de 10 polegadas.

Se o consumo for esse mesmo, é uma alternativa ótima para o uso cotidiano. Vamos ficar de olho.

Até a próxima.

Definitivamente os europeus descobriram o Brasil

quarta-feira, junho 19th, 2013

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Querido motoqueiro, em 1500 uma caravana liderada por Pedro Álvares Cabral aportou em Porto Seguro. Encontrou uma terra exuberante povoada por indígenas. Foi o começo do descobrimento do Brasil pelos europeus. Depois vieram holandeses, franceses e italianos, mas isso você já sabe.

Na segunda década do século XXI, algo semelhante acontece, mas no mercado de motos. Os europeus aportam por aqui e encontram um mercado povoado por orientais e alguns tímidos brasileiros. Com um pouco de medo, resolvem arriscar, dando gás a uma brava e bávara compatriota do velho mundo, a BMW.

Como quem não quer nada, a italiana Ducati e a inglesa Triumph instalam fábricas aqui mesmo e começam a montagem de seus modelos. O consumidor aprovou. Agora é a vez da MV Agusta, tradicional marca de motos superesportivas italianas, começar importação oficial.

A montadora é representada pela Dafra no Brasil e confirmou o primeiro modelo oficial: F4 RR ABS. Como o nome sugere, é uma moto de 4 cilindros equipada com freios ABS. Seu motor de 1.000cc e 16V produzem nada menos que 201 cv de potência! Mas impressionante é seu preço: cerca de R$120 mil!!

De qualquer forma, é a invasão europeia se consolidando no país. Sorte do consumidor de motos médias e grandes que estava cansado nas poucas alternativas japonesas.

Até a próxima.

Hora do freio: dê olho e ouvidos nele

terça-feira, junho 18th, 2013

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Colega Motoqueiro, sempre que possível trazemos alguns toques de manutenção e cuidados. Hoje falaremos algo fundamental: o freio.

Em termos de manutenção, o sistema de frenagem é bem delicado, pois é uma parte da moto que NÃO PODE falhar, ou seja, é fundamental que seus cuidados sejam sempre preventivos.

Quase todos os modelos de moto hoje são equipados com freio a disco ao menos na dianteira e, por conta da frenagem ser basicamente atrito, desgaste haverá não só nas pastilhas, mas também no disco. Isso é bom, na verdade, pois é fácil perceber um disco “gasto”, já que ele fica exposto (ao contrário das pastilhas). Riscos ou raias profundas são indicadores de vida útil terminal.

Quando o assunto é pastilha, a atenção deve vir do ouvido. Essas peças, quando desgastadas, apresentam um barulho diferente sempre que acionadas (aquele “apitinho” estranho). Soma-se a isso o curso da alavanca que passa a ser mais longo.

Porém tenha cuidado: quando a pastilha se desgasta por inteiro, o metal do disco encosta diretamente no metal da base da pastilha. Nesse caso, a coisa ta feia. E o barulho de metal com metal só não é pior que o estrago o bolso, pois tal contato vai danificar muito o próprio disco de freio que deverá ser trocado.

Já o sistema a tambor deve-se ouvir seus “ruídos” e manter a atenção no curso do pedal (ou manopla), assim como para a pastilha. Há também os pequenos indicadores de desgaste que, por meio de uma seta metálica que aponta para uma pequena escala, anunciam quanto de vida útil resta.

Para os dois casos, uma regra impera: metal com metal é prejuízo do grande. E ouvidos e olhos atentos.

Até a próxima.

Fazer da sustentabilidade uma Sport

segunda-feira, junho 17th, 2013

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Motos elétricas estão em alta e você sabe disso, motoqueiro. Mas se resumem a pequenas motos para uso diário (claro, essa é a ideia de poluir e consumir menos). Pelo menos até agora, pois uma montadora norte-americana quer mudar esse quadro.

Para isso, a Mission Motorcyles apresentou a Misson R e RS. São motos supersports com o que tem de mais evoluído no tocante a motores elétricos.

A diferença do modelo R para o RS é o kit competição. Esta última apresenta suspensões e freios para pistas, apenas uma marcha e não pode ser emplacada. Para a RS, apenas 40 unidades foram fabricadas.

Para o modelo de rua, o R, três versões se diferenciam pela durabilidade da bateria. As autonomias variam entre 169 km, 193 km e 225 km, com preços respectivamente, de US$ 29.999, US$ 33.999 e US$ 39.999. Com a bateria mais fraca (12 kWh), a velocidade máxima é de 225 km/h, enquanto nas de 15 e 17 kWh a velocidade máxima também é de 241 km/h. Segundo a Mission, a estas duas últimas atingem de 0 a 100 em apenas 3 segundos!

Mas no Brasil, nada de Mission por enquanto. Mas a novidade de motores elétricos superpotentes já é uma visão do que pode acontecer no futuro.

Até a próxima.