Mais do mesmo necessário: apenas 1% das motos vendidas no Brasil ano passado possuem ABS

19-04-2013-1

Motoqueiro e motoqueira, é chover no molhado, eu sei. Mas terei que voltar a falar no assunto, pois envolve aquilo de mais importante quando estamos falando sobre conduzir um veículo (moto ou não): segurança.

Já discutimos algumas vezes no blog sobre os dispositivos de segurança e sobretudo sobre os freios ABS, mas esse dado revelado recentemente faz a discussão voltar a tona.

Apenas 1% das motos novas comercializadas em 2012 saiu da fábrica com freios ABS. E mais: nenhuma delas tinha menos de 300 cc, ou seja, as motos com ABS não estão naquela “pequena” fatia de 92% de todas as motos comercializadas no Brasil.

Por outro lado, ainda em 2012, 41% dos carros novos foram vendidos com sistema ABS e até 2014 esse número chegará próxima de 100%, por conta de uma nova e acertada legislação. Mas e as motos?

Bem, para o grande senso comum, a resposta é simples: que sumam!

O transito brasileiro não é pensado para a moto (já repeti isso algumas vezes também) e a movimentação urbana caminha de forma paradoxal. Ao passo que o uso da moto no cotidiano aparece cada vez mais como uma alternativa ao caos e um meio de economizar muito tempo e dinheiro, a própria urbanização exclui a presença do motoqueiro, seja com espaços públicos (como lugar para estacionar) ou legislações que favorecem apenas os condutores de carros (esquecendo, inclusive, do transporte público e do pedestre).

Mas saiba que o Brasil anda na contramão do mundo em relação a isso (também). A mesma legislação que obriga veículos desde 1.0 a terem ABS existe na Europa para motos. O que se espera por lá é que até 1 de janeiro de 2017 todas as motos com mais de 50 cc do velho mundo tenham esse sistema de frenagem. Para aquelas de até 125 cc, pelo menos um sistema de frenagem combinada (o já eficiente CBS para motos pequenas).

“A utilização do ABS pode impedir mais de um quarto de todos os acidentes de moto com danos pessoais”, afirma Gerhard Steiger, presidente da divisão Chassis Systems Control da Bosch, segundo estudo sobre acidentes conduzido pela empresa.

E aí, vamos ver esse quadro mudar algum dia por aqui? Não podemos é ficar calados.

Pense nisso e até a próxima.

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