Em motos flex, misturar é preciso

06-09-2013-1

Olá, colegas motoqueiros. Há dez anos já estamos habituados com motores bicombustíveis em automóveis, os popularmente chamados de “flex”. Nas motos, ainda é uma novidade que cada vez mais ganha adeptos.

Como é novidade, vale a pena considerar algumas diferenças para você que está pensando em adquirir uma motoca flex. A principal é a mistura de combustíveis.

Nem Honda nem Yamaha recomendam usar apenas um único combustível no tanque porque não há em motos o tanquinho de partida a frio como nos carros, nas motos a recomendação é que, em caso de optar pelo etanol, ele seja misturado a uma parcela de gasolina na proporção indicada no manual do proprietário.

Tal regra deve ser especialmente seguida em regiões de clima mais frio ou no inverno. Se houver apenas etanol no tanque, a partida será mais difícil e o tempo para alcançar a temperatura de exercício ideal do motor, maior. Na verdade, se estiver frio, a moto simplesmente não vai deixar você partir por conta de dispositivos eletrônicos. Esses dispositivos servem para evitar as engasgadas monstruosas que o motor daria enquanto está gelado.

Usar gasolina ou etanol não altera em nada a durabilidade ou o desempenho do motor (nos carros, etanol gera mais potência). Apenas fique de olho na partida. Lembre-se também que um etanol batizado tende a ser menos nocivo que uma gasolina batizada. Então em postos desconhecidos e os famosos “beira de estrada perdida”, prefira o álcool.

Até a próxima.

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