Posts Tagged ‘motos’

Partindo pra rodovia

terça-feira, setembro 17th, 2013

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Hoje vamos falar com aqueles colegas motoqueiros iniciantes. Na verdade, com aqueles que, por mais que já pilotem suas motos no dia a dia, nunca pegaram estrada ou, se fizeram, foram poucas vezes.

A primeira coisa que você deve saber é que na estrada a velocidade média aumenta. Portanto, os equipamentos de segurança e os dispositívos de funcionamento da moto devem estar em ótimo estado. Cheque freios, corrente de transmissão, manoplas e etc antes de partir.

Importante também é manter um distância do veículo da frente para que seja possível enxergar obstáculos. Em alta velocidade, é fundamental que se tenha um espaço para reações.

Não invente: ultrapassagens devem ser feitas sempre pela esquerda. E nada de pilotar “em pé”, na posição normal, além de mais confortável, você tem mais controle da moto.

Durante a curva, não tangencie, siga a pista demarcada no chão. Em situação de neblina, como sempre, diminua a velocidade. Uma antena “corta-fio” é um item importante para de livrar de linhas de pipa, perigosíssimas. Em motos estradeiras, a bolha frontal faz esse papel.

No mais, atenção sempre. Boas viagens.

Até a próxima.

De volta ao planeta dos macacos

terça-feira, setembro 10th, 2013

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Colega motoqueiro saudosista com mais de 50 anos, você se lembra das diminutas e charmosas Monkey e Gorilla. Pois saiba que elas estão voltando. Como réplicas, mas estão.

Muitos motociclistas começaram a dar suas primeiras voltinhas nas pequeninas 50 cc da Honda nas décadas de 70 e 80. Agora esses “brinquedinhos” estão de volta pelas mãos da Drop Boards.

Mas, convenhamos, já se vão 40 anos desde que as “cinquentinhas” fizeram sucesso. Por isso que esse relançamento conta com novidades moderninhas: partida elétrica, freio hidráulico, câmbio semiautomático de quatro marchas, além dos pneus cravados.

Três modelos estão à venda: Monkey, Gorilla e Dax, que conta com manete de embreagem. Todas com motos de 50 cc e custam R$5.990. O lançamento oficial das simpáticas símias será no Salão Duas Rodas de São Paulo, em outubro.

Bateu saudades?

Até a próxima.

Por que motos consomem mais óleo que carros?

sexta-feira, agosto 30th, 2013

osmotoca

Motoqueiro de plantão, vamos a uma verdade que alguns insistem em negar: motos e carros funcionam de modo muito diferente. Apesar de seus motores serem análogos, existe outra ciclística, outra lógica, outra anatomia e etc.

Dentre uma das diferenças, está a função do óleo. Nas motocicletas, o óleo tem, no mínimo, duas funções: garantir funcionamento de motor e câmbio. Nos automóveis, existe um óleo para o motor e outro para o sistema de câmbios, nas motos, não.

Em motocas refrigeradas a ar, o óleo tem a função extra de auxiliar a refrigeração do motor. Por isso que, proporcionalmente, as motos consomem mais óleo que os carros: ela armazena menos quantidade e utiliza pra mais funções.

Aproveitando a deixa, vale um puxão de orelha para os desatentos. A verificação do nível de óleo da moto deve ser rotina e a troca deve ser feita sempre que necessário, não é preciso aguardar chegar à data limite estipulada pelo fabricante. A data limite não tem esse nome à toa: é limite! A partir daquela data, a chance do óleo estar vencido é muito maior.

Fique atento para dar vida longa a sua companheira. ;)

Até a próxima.

Um encontro maluco para motoqueiros malucos

sexta-feira, agosto 23rd, 2013

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Apenas um participante “normal” do Mad Bastard Scooter Rallye

Colega motoqueiro, quase todos nós gostamos de uma farra entre amigos das duas rodas. Mas no Canadá, um encontro reúne os mais estranho e malucos tipos para um “corridinha amistosa”.

Trata-se do Mad Bastard Scooter Rallye (algo como “rali maluco e bastardo de scooter” – dá pra sentir o nível). São “pilotos” das mais diversas estirpes correndo 850 ao redor do lago Ontário, no Canadá, com scooters de 50 cc customizadas. E fantasiados. E, em geral, embriagados (não tente fazer isso em casa).

Criado em 2004, o evento bienal surgiu, segundo os idealizadores, depois de precisar fazer um teste de longa duração com uma Honda Ruckus. Após algumas garrafas de uísque vazias, surgiu a ideia de percorrer 850 km ao redor do lago. Mas, “inspirados” pelo uísque, parecia ser uma boa ideia aceitar participantes fantasiados e scooters customizados de forma bizarra…

Na edição de 2013, nada menos que 99 participantes deram a largada. Apenas 76 cruzou a linha de chegada. O evento, que dura um fim de semana, conta festa, comidas e (muitas) bebidas e premiações diversas, como pro motoqueiro mais doidão e o scooter mais criativo.

Confira esse site com mais de 700 fotos. Mas, esteja pronto: só tem maluco!

Quem topa ir pra lá em 2015? Mandem contatos! Rs

Até a próxima.

Carro não é uma necessidade: cogite uma moto

terça-feira, abril 9th, 2013

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Olá, colega motoqueiro. Esse post é pra quem pensa em entrar no mundo das motos para uso cotidiano. Pra começo de conversa, afirmo com segurança: carro não é uma necessidade. Transporte, sim.

Se você já é motoqueiro de fim de semana, já sabe o que eu vou escrever agora. Se pretende entrar no mundo das motos ainda, repare: moto não é uma bicicleta motorizada. É um veículo completamente capaz de rodar na cidade (ou fora dela) com segurança e conforto.

Ainda existe muito medo em relação às motocicletas por conta da segurança, mas pilotando de forma segura e consciente, não tem o que temer. “Mas é muito assaltada.” Isso, infelizmente, é verdade. Também é uma triste verdade que esse tipo de violência não aflige apenas os motoqueiros.

Mas pense na economia de tempo e dinheiro que uma moto traz. Motos pequenas e mais baratas, ideias para o uso cotidiano, chegam a custar menos que transporte coletivo por mês! Com R$3 mil já se consegue comprar uma útil moto 0 km para uso urbano e consomem bem menos que um carro.

As vantagens não param por aí. É possível dormir mais tarde ou acordar mais cedo todo dia, pois a moto é muito mais rápida num trânsito intenso, chegando a ser até 4x mais veloz que um carro para o mesmo trajeto. E não estou falando de velocidade, mas de agilidade. Pilotando de maneira segura e respeitando os limites impostos nas vias.

Estacionar vai ser um problema a menos. Quantas vezes é preciso dar voltas e mais voltas no quarteirão procurando um lugar para balizar o carro? A moto você para em quase qualquer lugar. Sem contar que a maioria de shoppings e lojas não cobra estacionamento para motos.

Às vezes o que alguém precisa para o trânsito e a locomoção do dia a dia é uma moto e não um carro. Pense nisso, pode valer a pena adotar esse meio de transporte no cotidiano.

Amanhã falarei das desvantagens que podemos encontrar com uma moto.

Até a próxima.

Segurança para mulheres motoqueiras

terça-feira, março 12th, 2013

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Colegas motoqueiras, hoje a conversa é sobre os equipamentos que as mulheres usam nas motos. Não estou falando de capacetes rosinhas ou qualquer coisa do tipo (apesar de considerar brega, cada um usa o que acha bonito). A questão aqui é segurança.

Vejo no dia a dia muitas mulheres em suas motos (e cada vez mais, o que é ótimo) usando alguns acessórios que aprecem inocentes, mas podem ser perigosos. O vencedor, nesse quesito é o salto alto.

Esse tipo de sapato pode ser perigosíssimo em uma motocicleta. O salto atrapalha a mobilidade na hora de trocar as marchas e de usar o freio traseiro (tão fundamental quanto o dianteiro). Nesse caso, o melhor é levar o salto na mochila e pilotar com uma bota apropriada (chinelo, nem pensar!).

Outra coisa que às vezes a gente vê nas ruas é mulheres com shorts ou bermudas. O problema é o mesmo que muitos homens sofrem: queimar a perna no escapamento. Isso é mais comum do que parece. Não se deve usar esse tipo de vestimenta nem como garupa, o que dirá como piloto?

No mais, jamais esquecer o capacete, as luvas e tudo o mais que já estamos cansados de saber. Se for rosa, preto, branco, roxo, amarelo, azul, aí não faz diferença…

Fiquem sempre ligados e segurança em primeiro lugar.

Até a próxima.

O motociclismo cada vez mais feminino

quinta-feira, janeiro 10th, 2013

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Sempre existiu uma relação estética entre a beleza feminina e a beleza da moto. Mas se antes essa relação era visual, ela está se tornando cada vez mais vital. Tanto para as mulheres como para os fabricantes.

Depois de muita batalha e conquistas, as mulheres estão cada vez mais inclusas no mercado de trabalho, seja ele qual for. A moto aparece, portanto, nesse meio também.

Desde as garotas que buscam apenas o lazer até àquelas que utilizam a moto profissionalmente no dia a dia ou em esportes motorizados (como Erika Cunha na foto, piloto da Super Bike Series 600 cc). A indústria, já de olho nisso, está fabricando modelos mais ergonômicos que comportam tanto o corpo masculino quanto o feminino.

E a coisa tende a melhorar: a Harley-Davidson já prometeu um passeio exclusivamente de mulheres para o ano de 2013.  Na mesma linha, a BMW já promoveu o “Girls Day Out”, um passeio com direito a massagem e salão de beleza durante a parada.

A Honda dedica ainda turmas exclusivas em seus cursos de aperfeiçoamento de pilotagem, e em seu quadro de instrutores está Jaqueline Poltronieri, que também foi piloto de Motocross.

Mais: 50% dos alunos das motoescolas da cidade de São Paulo foram mulheres no ano de 2012.

Para ajudar, recebi ontem um dado interessante. Naquela conversa em família, um amigo meu médico e motociclista me assegurou: nunca atendi um acidente de moto em que a mulher estivesse pilotando. Ou seja, indo de encontro àquele velho preconceito machista, as mulheres são mais cautelosas e pilotam melhor.

Eu avisei que esse ano de 2013 tem tudo pra melhorar em muitos aspectos. Torço para mais mulheres entrarem no mundo das motos, seja para driblar o transito diário, seja para por adrenalina em dia. Também torço para que algumas pessoas coloquem o preconceito de lado e saibam apreciar o espaço conquistado pelas mulheres ao redor.

Até a próxima.

Por que não existem dispositivos de segurança em motos pequenas?

segunda-feira, outubro 8th, 2012

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Todos os motoqueiros já sabem que um acidente de transito é muito mais perigoso para um condutor de veículos de duas rodas do que para qualquer outro condutor. Algumas estatísticas dizem que uma moto é oito vezes mais perigosa que um carro. Ainda assim, não existem itens de segurança avançados para motos pequenas.

Hoje em dia é possível comprar um carro popular com freio ABS e airbag, por exemplo. Uma moto “barata”, como a Honda CG 125 (a moto mais vendida no Brasil em 2012) não dispõe de um sistema de frenagem antitravamento nem como opcional. Obviamente que essa decisão é motivada pela questão comercial e econômica, não pela segurança.

Apenas em motos a partir de 300cc que o sistema ABS é ofertado. Mesmo assim, uma Honda CB 300R torna-se quase 15% mais cara por conta de opcional de segurança. Por conta disso, apenas 3% das CB 300R foram vendidas com ABS.

Enquanto vemos avanços significativos no ramo de segurança automotiva e o barateamento de itens básicos de segurança e conforto, parece que as montadoras dão de ombros para os números de acidentes em centros urbanos que envolvem motos. Lembrando que cerca de 90% desses acidentes envolvem motos pequenas, com cilindrada abaixo de 300.

Em motos maiores, como o caso da Honda CB 600F Hornet, o sistema ABS acrescenta menos de 10% no preço final. Com isso, só em 2012, 33% desse modelo foram comercializados com o sistema de frenagem mais seguro. Ainda é pouco, mas já é um avanço.

Acontece que as motos mais vendidas no Brasil são abaixo de 250cc e esses modelos nem sequer oferecem sistemas de segurança. Enquanto a indústria automobilística anda na frente, equipando, a partir de 2014, todos os carros com airbag e ABS por exigência de leis, as motocicletas são deixadas de lado.

Não é preciso uma lei para fazer com que os fabricantes de lado percebam a urgência de avançados sistemas de segurança nas motos, visando a segurança de seus clientes. Quando o assunto é trânsito, a segurança deve estar à frente da questão comercial.

Dicas para evitar acidentes

segunda-feira, janeiro 3rd, 2011

acidentes_pare_com_isso

.Utilizar equipamentos de proteção de boa qualidade: O capacete é o principal e faz toda a diferença em caso de acidentes. É preferível que contenha adesivos refletivos aprovados pelo Inmetro. A viseira deve ser usada abaixada, e caso não esteja é recomendável o uso de óculos de proteção.

.Inspecionar a moto antes de sair: Sempre que sair, lembrar-se de verificar a calibragem dos pneus, se não há nenhum objeto preso e se a corrente de relação não está frouxa ou apertada demais, o ideal é mantê-la em condições de lubrificação. Atenção, também, com o sistema elétrico, freios e combustível.

.Usar os dois freios: Ao utilizar o sistema de freios, a dica é que tanto o pedal quanto os manetes sejam acionados. Tendo em vista que na frenagem o peso da moto recai sobre a roda dianteira, é recomendável que não se freie bruscamente, para não se perder o controle.

.Dias chuvosos: Atenção redobrada em dias de chuva. A orientação é sempre para que o condutor pare a moto, coloque a capa e espere alguns minutos até a chuva remover os resíduos de óleo e de borracha da pista.

.Transitar com atenção: Em muitas situações o motociclista não consegue ser visto pelos outros veículos, devido aos ‘ponto cegos’, por isso é essencial que a moto esteja sempre com o farol ligado, mesmo durante o dia. Não transitar costurando o trânsito, nem entre os corredores da pista, pois, desse modo, o condutor fica extremamente vulnerável a acidentes.

.Respeitar os limites de velocidade: Nunca avançar o sinal vermelho, parada obrigatória ou preferencial. Atenção redobrada à noite: mesmo com o semáforo na cor verde, reduza a velocidade, por muitos motoristas conduzem seus veículos desrespeitando a sinalização.

Fonte: Detran

Kawasaki Ninja ZX-14

segunda-feira, dezembro 13th, 2010

Devido as especificações, muitos podem ficar assustados para guiar a Kawasaki Ninja ZX-14. A moto que chegou ao Brasil em meados de 2009 conta com 203 cavalos de potência máxima a 9.500 rpm, 2,17 metros de comprimento e 261 kg de peso.

Porém nem com todos esses atributos a moto perdeu estabilidade nas retas ou maneabilidade em curvas. A moto que conta com mais de 200 cavalos, viaja de forma suave e graças ao sistema de injeção eletrônica é bastante linear.

A Kawasaki do Brasil optou por trazer somente as versões com freios ABS (decisão mais do que correta), garantindo frenagens mais seguras. O quadro perimetral foi redesenhado para oferecer a rigidez necessária.

Devido ao seu porte, o banco é generoso e sua ergonomia melhor que a de muitas outras do mesmo segmento. Por isso, a moto é extremamente confortável. Além do conforto conta com um tanque de 22 litros, iluminação e proteção aerodinâmica.

O modelo em sua versão única, conta com a cor preta e tem um preço sugerido em R$61.990,00. Sua principal concorrente é o modelo Havabusa GSX 1300R da Suzuki, que tem maior disponibilidade de cores, sendo 4, e seu preço mais baixo, em torno de R$ 56.000,00, sem frete nem seguro.

FICHA TÉCNICA: Kawasaki Ninja ZX-14

Motor: 1.352 cm³, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, DOHC, refrigeração líquida.

Potência Máxima: 203 cv a 9.500 rpm.

Torque Máximo: 15,7 kgfm a 7.500 rpm.

Diâmetro e curso: 84,0 x 61,0 mm. Taxa de Compressão: 12:1.

Alimentação: Injeção eletrônica.
Partida elétrica.

Câmbio: Seis marchas, com embreagem multidisco em banho de óleo e transmissão final por corrente.

Suspensão: Dianteira por garfo telescópico invertido com 117 mm de curso e totalmente ajustável; traseira por balança monoamortecida com amortecedor a gás e 122 mm de curso.

Freios: Dianteiro a disco duplo de 310 mm em forma de pétala, pinça dupla de fixação radial com quatro pistões opostos (ABS); Traseiro a disco simples de 250 mm em forma de pétala, pinça com dois pistões opostos.

Pneus: Dianteiro 120/70ZR17M/C (58W); traseiro 190/50ZR17M/C (73W).

Chassi: Perimetral em alumínio.

Dimensões: 2.170 mm x 760 mm x 1.170 mm (CxLxA); 1.460 mm (entre-eixos); 800 mm (altura do assento); 125 mm (distância do solo)

Tanque: 22 litros.

Peso: 261 kg