Posts Tagged ‘mulheres’

Segurança para mulheres motoqueiras

terça-feira, março 12th, 2013

12-03-2013-1

Colegas motoqueiras, hoje a conversa é sobre os equipamentos que as mulheres usam nas motos. Não estou falando de capacetes rosinhas ou qualquer coisa do tipo (apesar de considerar brega, cada um usa o que acha bonito). A questão aqui é segurança.

Vejo no dia a dia muitas mulheres em suas motos (e cada vez mais, o que é ótimo) usando alguns acessórios que aprecem inocentes, mas podem ser perigosos. O vencedor, nesse quesito é o salto alto.

Esse tipo de sapato pode ser perigosíssimo em uma motocicleta. O salto atrapalha a mobilidade na hora de trocar as marchas e de usar o freio traseiro (tão fundamental quanto o dianteiro). Nesse caso, o melhor é levar o salto na mochila e pilotar com uma bota apropriada (chinelo, nem pensar!).

Outra coisa que às vezes a gente vê nas ruas é mulheres com shorts ou bermudas. O problema é o mesmo que muitos homens sofrem: queimar a perna no escapamento. Isso é mais comum do que parece. Não se deve usar esse tipo de vestimenta nem como garupa, o que dirá como piloto?

No mais, jamais esquecer o capacete, as luvas e tudo o mais que já estamos cansados de saber. Se for rosa, preto, branco, roxo, amarelo, azul, aí não faz diferença…

Fiquem sempre ligados e segurança em primeiro lugar.

Até a próxima.

O machismo fala alto e vem guiando uma moto

terça-feira, janeiro 15th, 2013

Há pouco tempo escrevemos neste blog sobre como as mulheres estão conquistando espaço também no mundo das motocicletas. Na Índia, inclusive, montadoras já se movimentam para construir modelos melhores para as medidas femininas, menores que os homens.

Mas eis que surge uma proposta de lei absurda que envolve motos e mulheres na Indonésia.

Pasmem: uma cidade na província de Aceh (noroeste da Indonésia) está proibindo mulheres de andarem em uma motocicleta de pernas abertas quando estão na garupa. Segundo o prefeito Suaidi Yahya, as mulheres devem sentar com as pernas juntas de um dos lados do veículo e vestirem-se de acordo com os preceitos islâmicos (sem capacete, inclusive), pois de outra forma provoca os homens e podem conduzi-los a uma “atitude imoral”.

Pare.

Leia de novo.

O que está em jogo é muito além da segurança no trânsito. Transitar com as pernas de um lado só do veículo é extremamente perigoso, pois desequilibra a motocicleta. Nem precisamos comentar a ausência de capacete.

Mas o mais grave é essa política absurdamente machista que coloca a mulher como objeto provocador de “ação imoral”. Isso abriria interpretação possível de dizer que a vítima de um assédio pode ser culpada por esse mesmo assédio.

Se isso parece distante do Brasil ou não soa grave o bastante, leia isso: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/12/banda-new-hit-faz-primeiro-show-apos-prisao-por-estupro-na-bahia.html

Elogiamos a chegada de 2013 em muitos aspectos, mas não podemos deixar de comentar essas barbaridades em pleno século XXI.

Esse tipo de manobra política na Indonésia atinge em cheio o mundo das motocicletas, mas revela muito sobre mundo machista em que vivemos que ainda se vê no direito de dizer como as mulheres devem se comportar e se vestir, em cima de uma moto ou não.

O motociclismo cada vez mais feminino

quinta-feira, janeiro 10th, 2013

10-01-2013-1

Sempre existiu uma relação estética entre a beleza feminina e a beleza da moto. Mas se antes essa relação era visual, ela está se tornando cada vez mais vital. Tanto para as mulheres como para os fabricantes.

Depois de muita batalha e conquistas, as mulheres estão cada vez mais inclusas no mercado de trabalho, seja ele qual for. A moto aparece, portanto, nesse meio também.

Desde as garotas que buscam apenas o lazer até àquelas que utilizam a moto profissionalmente no dia a dia ou em esportes motorizados (como Erika Cunha na foto, piloto da Super Bike Series 600 cc). A indústria, já de olho nisso, está fabricando modelos mais ergonômicos que comportam tanto o corpo masculino quanto o feminino.

E a coisa tende a melhorar: a Harley-Davidson já prometeu um passeio exclusivamente de mulheres para o ano de 2013.  Na mesma linha, a BMW já promoveu o “Girls Day Out”, um passeio com direito a massagem e salão de beleza durante a parada.

A Honda dedica ainda turmas exclusivas em seus cursos de aperfeiçoamento de pilotagem, e em seu quadro de instrutores está Jaqueline Poltronieri, que também foi piloto de Motocross.

Mais: 50% dos alunos das motoescolas da cidade de São Paulo foram mulheres no ano de 2012.

Para ajudar, recebi ontem um dado interessante. Naquela conversa em família, um amigo meu médico e motociclista me assegurou: nunca atendi um acidente de moto em que a mulher estivesse pilotando. Ou seja, indo de encontro àquele velho preconceito machista, as mulheres são mais cautelosas e pilotam melhor.

Eu avisei que esse ano de 2013 tem tudo pra melhorar em muitos aspectos. Torço para mais mulheres entrarem no mundo das motos, seja para driblar o transito diário, seja para por adrenalina em dia. Também torço para que algumas pessoas coloquem o preconceito de lado e saibam apreciar o espaço conquistado pelas mulheres ao redor.

Até a próxima.

Montadoras apostam no público feminino da Índia

terça-feira, setembro 25th, 2012

25-09-2012-1

Qualquer motociclista atento já notou o crescente número de mulheres pilotando suas motos. Só no Brasil, segundo dados do Denatran, entre 2008 e 2011 houve um aumento de 44% de CNHs tipo A para mulheres. Esse fenômeno não é exclusivamente brasileiro, mas mundial.

Percebendo isso, montadoras indianas decidiram apostar nesse novo nicho de mercado, criando conceitos de “motos femininas” para conquistar maior público. Mas se engana quem pensa que as tais “motos femininas” são de baixa cilindrada ou algum tipo de scooter. A maior procura tem sido pelas motos custons de grande porte que, com essa nova proposta, apresentam o banco mais baixo e maior leveza para manobrar.

Com isso, foram criados motoclubes exclusivamente de mulheres, que já existem no Brasil, como o Ladies of the Road, mas que são novidades na Índia, como o Bikerni.

Assim, aquela imagem de que homens pilotam motos e mulheres andam na garupa está, cada vez mais, ficando no passado. Motociclistas ainda garantem que, se para o homem a moto representa liberdade, para a mulher representa poder.

Confira o vídeo de uma matéria da BBC Brasil sobre o assunto clicando aqui.

Aumenta o número de mulheres motociclistas

segunda-feira, abril 19th, 2010

As mulheres vêm ganhando espaço no mundo das duas rodas e deixando para traz o machista ditado que “lugar de mulher é na garupa”.

Segundo dados divulgados por nove Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito) o sexo feminino no comando de motocicletas cresce ano após ano, chegando a uma variação de 20% a 35,7% o número de habilitações concedidas às mulheres.

Segundo estudos, este aumento beneficiará o trânsito nestes Estados em virtude do comportamento mais defensivomulhermoto que as mulheres têm tanto ao volante como no comando dos guidões.

Acompanhe como foi a evolução em alguns Estados:

Rio de Janeiro

15.533 mulheres receberam Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) para dirigir motocicletas em todas as categorias, de um total de 191.756 documentos emitidos em 2009. O ano anterior já havia apresentado um crescimento de 33,1%. No número de mulheres habilitadas.

São Paulo

43.852 mulheres receberam habilitação categorias A e AB, que permitem a condução de motocicletas e carros de passeio em 2009. No ano, foram cadastradas 5,5 milhões de CNHs de todas as categorias.

Paraná

289.599 mulheres foram habilitadas para dirigir motocicletas em todas as categorias em 2009, de um total de 4,1 milhões de CNHs emitidas.

Mato Grosso do Sul

Foram emitidas 110 mil habilitações para motociclistas femininas em todas as categorias em 2009, contra 90,7 mil registros em 2008.

Bahia

Foram emitidas 18.128 CNHs para motociclistas mulheres apenas na categoria A.

Rio Grande do Sul

182.421 mulheres receberam habilitação para dirigir motocicletas em 2009, em todas as categorias. No ano anterior, apenas 155.607 foram aprovadas. O crescimento foi de 17,2% com relação ao ano anterior.

Fonte: G1