
Este é um assunto rondado de mitos. “Tem que trocar toda semana” e “na metade do que o fabricante indica” são alguns dos mais comuns. Mas vamos tentar esclarecer algumas coisas.
Primeiro, vamos saber de onde vem essa neura de trocar o óleo da moto a todo o momento. Isso é uma herança lá dos anos 80, quando os óleos duravam muito menos. Acontece que, assim as motos, a tecnologia dos óleos evoluiu muito. Tanto em viscosidade quando as especificações da API (American Petrolian Institute) estão mais seguros e melhores. Hoje, um óleo de qualidade dura cerca de seis meses depois de sair da embalagem.
Uma moto pequena, como a Yamaha 125cc Factor, o manual do proprietário recomenda a troca a cada 3000 km, exceto a primeira que deve ser feita com 1000 km. Motos maiores ficam mais tempo sem a necessidade da troca.
De fato, a melhor coisa a se fazer é consultar o manual do proprietário e, se ainda tiver dúvidas, ir a uma oficina autorizada e conversar com o pessoal.
Uma recomendação é, mesmo quando não estiver na época de troca, ficar de olho no nível do óleo. Se estiver baixo, complete co o mesmo óleo utilizado. É importante que seja o mesmo óleo, pois outro fluido, em contato com o anterior, pode fazer com que o óleo perca suas garantias.
Outro ponto importante é JAMAIS utilizar óleo para carros em motos. As características são bem diferentes. Por isso que existem óleos próprios para motocicletas.
Portanto, siga as recomendações do fabricante em relação ao tempo e ao óleo a ser utilizado na moto. Aproveite para verificar se é necessário substituir os filtros na hora da troca. Trocar o óleo da motocicleta toda semana é uma grande perda de dinheiro, além de gerar resíduos poluentes desnecessários.
Fiquem de olho. Bom senso sempre nos cuidados com a sua motocicleta.
Até a próxima.


manter ajustado a folga do cabo ou do varão de acionamento do freio. No modelo a disco, por ser hidráulico ele se auto-ajusta, mas é preciso conferir sempre o nível de fluido do reservatório, geralmente no guidão.
Algumas dicas de segurança básica.
Por existir grandes diferenças entre carros e motos, além das obvias têm-se as internas, como por exemplo, o sistema de lubrificação.