Posts Tagged ‘Segurança’

CET de SP cria faixa de parada exclusiva para motociclistas em cruzamentos

sexta-feira, maio 3rd, 2013

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Ainda em fase de teste, colega motoqueiro, a iniciativa é muito boa. A CET de SP propôs que em cruzamentos as motocicletas parem mais a frente que os carros. Assim seriam as primeiras a sair quando o farol abrir.

A iniciativa foi implanta no centro da cidade de São Paulo e a nova parada está identificada apenas com uma linha horizontal no chão. O objetivo é trazer mais segurança e mobilidade, já que se as motos podem sair já mais adiantadas, elas não circulam tanto entre os carros na hora da partida.

O único problema é que até agora não pintou nenhuma campanha informativa, então nem os próprios motoqueiros sabem dessa novidade. A CET afirmou que caso o projeto dê bons resultados, ele pode se estender para todos os cruzamentos da cidade.

Estamos torcendo pra isso, mas tem que ter uma divulgação boa, pelo bem do trânsito e da nossa segurança.

Até a próxima.

“Minha moto está fazendo ruídos!”

sexta-feira, abril 26th, 2013

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Amigo motoqueiro, se não for o ruído normal do motor ou do escape, é um sinal. E não um bom sinal.

Qualquer veículo apresenta algo errado se tem perda de potência ou ruídos “estranhos”. Por que com a moto seria diferente?

É muito importante prestar atenção a barulhos que aumentam e variam. Acontece que muitos motoqueiros acham que apenas os ruídos contínuos são preocupantes, mas isso não é verdade. Aqueles ruídos estranhos que somem depois de uma certa rotação ou um certo tempo também não são normais.

Faça assim: desligue o motor e aguarde uns 15 minutos para ele esfriar. Depois religue e repare se o barulho continua lá ou sumiu.

O desaparecimento (ou diminuição) do ruído na sequência não é uma notícia boa, mas apenas que ele tem relação com a temperatura da moto.

Caso o barulho ainda continue igualzinho, pior ainda. Desligar o motor e levar a moto ao mecânico é a atitude correta.

Usei o exemplo do ruído no motor, mas essa atenção vale para qualquer comando, como  acelerador, embreagem e câmbio: endureceu, amoleceu, ficou diferente? Qualquer variação merece uma olhada especial. Pode ser só uma falta de lubrificação ou ajuste, mas também, na pior das hipóteses, pode ser um problema maior. Melhor prevenir que remediar.

Vai arriscar? Melhor não.

Até a próxima.

Mais do mesmo necessário: apenas 1% das motos vendidas no Brasil ano passado possuem ABS

sexta-feira, abril 19th, 2013

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Motoqueiro e motoqueira, é chover no molhado, eu sei. Mas terei que voltar a falar no assunto, pois envolve aquilo de mais importante quando estamos falando sobre conduzir um veículo (moto ou não): segurança.

Já discutimos algumas vezes no blog sobre os dispositivos de segurança e sobretudo sobre os freios ABS, mas esse dado revelado recentemente faz a discussão voltar a tona.

Apenas 1% das motos novas comercializadas em 2012 saiu da fábrica com freios ABS. E mais: nenhuma delas tinha menos de 300 cc, ou seja, as motos com ABS não estão naquela “pequena” fatia de 92% de todas as motos comercializadas no Brasil.

Por outro lado, ainda em 2012, 41% dos carros novos foram vendidos com sistema ABS e até 2014 esse número chegará próxima de 100%, por conta de uma nova e acertada legislação. Mas e as motos?

Bem, para o grande senso comum, a resposta é simples: que sumam!

O transito brasileiro não é pensado para a moto (já repeti isso algumas vezes também) e a movimentação urbana caminha de forma paradoxal. Ao passo que o uso da moto no cotidiano aparece cada vez mais como uma alternativa ao caos e um meio de economizar muito tempo e dinheiro, a própria urbanização exclui a presença do motoqueiro, seja com espaços públicos (como lugar para estacionar) ou legislações que favorecem apenas os condutores de carros (esquecendo, inclusive, do transporte público e do pedestre).

Mas saiba que o Brasil anda na contramão do mundo em relação a isso (também). A mesma legislação que obriga veículos desde 1.0 a terem ABS existe na Europa para motos. O que se espera por lá é que até 1 de janeiro de 2017 todas as motos com mais de 50 cc do velho mundo tenham esse sistema de frenagem. Para aquelas de até 125 cc, pelo menos um sistema de frenagem combinada (o já eficiente CBS para motos pequenas).

“A utilização do ABS pode impedir mais de um quarto de todos os acidentes de moto com danos pessoais”, afirma Gerhard Steiger, presidente da divisão Chassis Systems Control da Bosch, segundo estudo sobre acidentes conduzido pela empresa.

E aí, vamos ver esse quadro mudar algum dia por aqui? Não podemos é ficar calados.

Pense nisso e até a próxima.

Segurança para mulheres motoqueiras

terça-feira, março 12th, 2013

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Colegas motoqueiras, hoje a conversa é sobre os equipamentos que as mulheres usam nas motos. Não estou falando de capacetes rosinhas ou qualquer coisa do tipo (apesar de considerar brega, cada um usa o que acha bonito). A questão aqui é segurança.

Vejo no dia a dia muitas mulheres em suas motos (e cada vez mais, o que é ótimo) usando alguns acessórios que aprecem inocentes, mas podem ser perigosos. O vencedor, nesse quesito é o salto alto.

Esse tipo de sapato pode ser perigosíssimo em uma motocicleta. O salto atrapalha a mobilidade na hora de trocar as marchas e de usar o freio traseiro (tão fundamental quanto o dianteiro). Nesse caso, o melhor é levar o salto na mochila e pilotar com uma bota apropriada (chinelo, nem pensar!).

Outra coisa que às vezes a gente vê nas ruas é mulheres com shorts ou bermudas. O problema é o mesmo que muitos homens sofrem: queimar a perna no escapamento. Isso é mais comum do que parece. Não se deve usar esse tipo de vestimenta nem como garupa, o que dirá como piloto?

No mais, jamais esquecer o capacete, as luvas e tudo o mais que já estamos cansados de saber. Se for rosa, preto, branco, roxo, amarelo, azul, aí não faz diferença…

Fiquem sempre ligados e segurança em primeiro lugar.

Até a próxima.

Capacete não tem prazo de validade, mas tem especificações

quarta-feira, fevereiro 13th, 2013

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Colegas motoqueiros, os lojistas podem querer me matar agora, mas bato o martelo: CAPACETE NÃO TEM PRAZO DE VALIDADE. Existe uma lenda em alguns cantos de que um capacete velho “venceu” e tem que ser trocado. Esqueçam, ele não é um produto perecível.

O que acontece é que observando seu estado de conservação ele pode estar ou não apto para ser usado. Se você já sofreu algum acidente (e espero profundamente que não) e o capacete foi danificado, aí sim vai precisar de um novo. Isso tem a ver com o uso e não com o tempo do produto.

Porém, existem especificações.

Primeiro de tudo. Capacete “coquinho” é proibido. Ele pode ser o maior estilo “american biker”, mas deixa nuca e queixo desprotegidos. Na prática, é tão seguro quando um boné. A lei não permite seu uso para motocicletas.

Capacete sem viseira pode, mas o uso de óculos de proteção é necessário (aquele no estilo motocross). Óculos de grau não podem ser usados para essa função, eles devem ficar sob os óculos de proteção.

Os capacetes precisam ter sole do Imnetro. Aqui começa a briga. O selo deve certificar o equipamento segundo a norma de 2001, se for a de 1996, não pode e é preciso trocar. Mas capacete não tem validade! Eu sei, mas a lei obriga que seja trocado.

Segundo problema, um capacete homologado no exterior não vale para o Brasil. Não basta trazer aquele lindo e seguro AGV direto da Itália e sair usando. Você deverá levá-lo a algum órgão responsável para avaliar as condições de uso.

Todos os capacetes devem conter adesivos reflexivos na parte traseira, lateral e frontal. Esses adesivos são baratos e podem ser encontrados com facilidade.

Quanto a viseira (ou os óculos de proteção), não é permitido instalar insulfilm. Se elas foram naturalmente escurecidas, tudo bem. Mas só pode usá-las antes de anoitecer, quando apenas as cristais são permitidas.

Então fique sempre esperto com o capacete, ele é o principal equipamento de segurança, mas não caia em qualquer conversa de que “seu capacete venceu, é hora de ter um novo”…

Até a próxima.

Pneu novo na moto requer maior atenção

quinta-feira, janeiro 31st, 2013

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Imagine que você acabou de pegar uma moto 0 km, novinha, linda. Ou então trocou os pneus daquela sua companheira de longa data. A vontade é de dar uma volta com a nova aquisição. Mas cuidado, pneus novos podem derrubar qualquer piloto.

Vamos explicar o motivo. Quando um pneu sai da fábrica ele está coberto com uma espécie de cera. O produto é colocado para tirar o pneu do molde na hora da fabricação.

Acontece que esse produto (que leva silicone em sua fórmula) é escorregadio. Já viu o que pode acontecer?

Um pneu novo ainda não tem a aderência de um pneu pouco rodado. Então, quando sair da oficina ou da concessionária, vá devagar. Alguns poucos quilômetros são suficientes para retirar a camada de cera do pneu. Mas nessas primeiras voltas, sua moto não agarra na pista como deveria.

Na internet você encontra “receitas” de como tirar a cera do pneu: lavar, lixar, passar palha de aço… Nada é tão eficiente como uma voltinha em baixa velocidade, fazendo curvas para esquerda e direita.

Pneu novo é ótimo, mas nada de sair arrepiando, antes disso você precisa deixa-lo pronto. E isso se faz no asfalto, ok?

Só uma última dica. Em automóveis é comum passar o famoso “pretinho” no pneu, pra deixa-lo brilhante e chamativo. Em uma moto, jamais faça isso. Esse produto é feito a base de silicone, o mesmo componente da cera que vem de fábrica. Viu o resultado? Isso vai deixar seu pneu liso e sem a aderência necessária, aumentando o risco de uma deslizada ou uma queda.

Segurança vem em primeiro lugar, deixa a beleza para segundo plano.

Fique sempre atento e até a próxima.

Motociclistas fazem manifestação pela “Paz no Trânsito” em São Paulo

sexta-feira, janeiro 18th, 2013

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A manifestação ocorrida na Avenida Paulista no domingo (dia 13) ficou conhecida como “Buzinaço da Paz” e contou com cerca de 350 motociclistas.  O pedido é algo que todos querem: paz no trânsito. Mas dessa vez a motivação não foi o número alarmante de acidentes envolvendo motos, foi o assassinato de um casal em novembro de 2012 durante uma tentativa de roubo.

Para quem não se lembra da história, noticiada em vários meios, o casal Sibele Pedroso e Rafael Fulaz foram mortos a tiros na Avenida dos Bandeirantes (capital paulista) no dia 29 de novembro de 2012. O casal viajava numa moto de luxo esportiva.

Segundo o boletim de ocorrência, eles aceleraram a moto depois do assalto anunciado e os criminosos atiraram. Com isso, Rafael (que pilotava) perdeu o controle da motocicleta e atingiu um veículo.

Sibele e Rafael caíram da moto. Um assaltante aproximou-se e atirou em ambos para matar. O crime chocou ainda mais a população porque as filhas de Sibele estavam no carro de trás e presenciaram a cena.

Motivados por esse absurdo, motoqueiros reuniram-se na Av. Paulista e buzinaram em frente a Assembleia Legislativa do Estado, como forma de protesto e exigir mais segurança no trânsito.

As autoridades lançaram uma nota dizendo que a Avenida dos Bandeirantes é a via mais perigosa da cidade quando se trata de assaltos.

Não é isso que queremos. Não queremos a lista das piores vias para poder evitá-las. Queremos, como motociclistas e, principalmente, como cidadãos, atitudes sérias de nossos governantes.

Segurança para trafegar por onde for. Mudanças sérias e severas. E não estamos falando apenas de policiamento (praticamente inexistente ao longo da Av. dos Bandeirantes), mas investimento sério em todos os setores sociais.

Sabemos que essa violência é fruto de uma desigualdade abissal existente em SP. Será que teremos que esperar mais mortes aparecerem na mídia para alguém mover um dedo? Ou poderemos ter alguma esperança de melhora a curto e longo prazo com políticas públicas interessadas nos setores fundamentais para o desenvolvimento social, como educação e segurança?

Não estamos exigindo nada de mais com o “buzinaço”, apenas, como cidadão, queremos o direito de ter nossa cidadania garantida.

Abraciclo e CET fazem parceria em prol do motociclista

quarta-feira, janeiro 9th, 2013

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Parece que o ano começou bem mesmo: a notícia é de que a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) firmam parceria e já inauguram o primeiro centro para motociclistas.

O Cepam (Centro Educacional Paulistano de Motociclistas) vai promover eventos educativos focados exclusivamente nos motociclistas. A infraestrutura é composta por auditório, sala de aula, pista de treinamento e espaço para exposições. Finalmente os órgãos responsáveis estão olhando para o trânsito e para o motociclista com a devida atenção.

Os eventos educativos englobam cursos teóricos e práticos, campanhas permanentes de conscientização e até uma pista para pilotar e praticar, aumentando sua intimidade com seu veículo e, consequentemente, sua segurança. O foco, a principio, são os motociclistas que utilizam seus veículos diariamente como ferramenta de trabalho.

Nós, que sempre pedimos ações desse tipo, temos o dever de prezar por essa conquista e utilizar os recursos que nos são oferecidos. Sempre buscando maior respeito entre as pessoas no trânsito (condutores de qualquer veículo e pedestre) e, quem sabe, vislumbrar uma sensível mudança de comportamento de todos para maior segurança geral.

E olha que o ano começou bem. É como dizem: novo ano, novas oportunidades. Que seja a primeira de muitas.

Até a próxima.

A moto é inocente

sexta-feira, novembro 23rd, 2012

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A sociedade dos grandes centros urbanos tende a demonizar a motocicleta por conta do comportamento de alguns motociclistas e do alto índice de acidentes. Porém desconsideram que a responsabilidade de tais acidentes é, muitas vezes, responsabilidade daqueles que fazem o trânsito: motoristas (de todos os veículos) e pedestres.

A moto, enquanto objeto inanimado, é completamente inocente. Por que estou dizendo algo tão óbvio? Porque quando se fala da moto e do motociclismo como algo nocivo, encontramos consequências terríveis.

Já discutimos sobre segurança e trânsito inúmeras vezes no blog, mas veja esse ponto: enquanto a moto em si for vista como nociva, leis e facilidades no trânsito que favorecem os motociclistas serão sonhos distantes.

Longe de defender o comportamento dos condutores das duas rodas, defendo praticidade e segurança para todos. Você já reparou como faltam lugares “oficiais” para motos estacionarem? Ou como falta uma real preocupação com a segurança do motoqueiro no tráfego diário?

Reitero: sem defender o comportamento de muitos motociclistas, o fato é que no trânsito a moto é sempre a culpada e nunca tem a preferência.

Encarar a moto não como um veículo perigoso e culpado por sua existência, mas como parte integrante e indissociável dessa colcha de retalhos que o trânsito de grandes centros urbanos seria justo. Seria o primeiro passo para atender as necessidades de quem optou por esse meio de transporte, tanto profissionalmente quanto para lazer.

Pense numa última questão: a moto é sempre vista como problema e jamais como solução, mas ninguém quer esperar mais 10 minutos para a pizza chegar… Enfim. Reflitam sobre isso e passe para seus amigos de trânsito, motociclistas ou não.

Até a próxima.

Atenção para reduzir os riscos cotidianos em uma moto

terça-feira, outubro 23rd, 2012

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Quando alguém decide comprar uma moto, tem normalmente dois motivos: lazer ou dia a dia. Hoje, a matéria será direcionada para aqueles que utilizam a moto diariamente.

Dois principais fatores pesam para quem decide utilizar a moto no transito diariamente: economia e tempo. Este segundo ponto faz com que o motociclista assuma alguns riscos. A repetição de velhos bordões e clichês como “a pressa é inimiga da perfeição” é meio incômoda, mas nesse caso, funciona bem.

Ao trafegar em alta velocidade entre os carros, o motociclista já está se colocando em uma situação perigosa que poderia ser facilmente evitada. Se estiver com pressa, é melhor ir de carro, ônibus ou metrô. Parece contraditório, mas não é. Pense que é melhor chegar tarde que não chegar.

Não vale a pena nos arriscarmos e piorar ainda mais as estatísticas de acidentes nos grandes centros urbanos. Lembre que, infelizmente, na prática a moto nunca tem preferência no trânsito e a maioria dos condutores de automóvel não dirigem motos, portanto nem imaginam como é a percepção e a reação de alguém num veículo de duas rodas.

Abaixo está um vídeo de uma campanha que visa conscientizar e sensibilizar o motoqueiro em relação dos riscos cotidianos. A maioria pode ser minimizada com ações muito simples. O assunto pode ser batido, mas é fundamental.

Dirija seguro para dirigir sempre. Até a próxima.