Posts Tagged ‘Segurança’

Pneu novo na moto requer maior atenção

quinta-feira, janeiro 31st, 2013

31-01-2013-1

Imagine que você acabou de pegar uma moto 0 km, novinha, linda. Ou então trocou os pneus daquela sua companheira de longa data. A vontade é de dar uma volta com a nova aquisição. Mas cuidado, pneus novos podem derrubar qualquer piloto.

Vamos explicar o motivo. Quando um pneu sai da fábrica ele está coberto com uma espécie de cera. O produto é colocado para tirar o pneu do molde na hora da fabricação.

Acontece que esse produto (que leva silicone em sua fórmula) é escorregadio. Já viu o que pode acontecer?

Um pneu novo ainda não tem a aderência de um pneu pouco rodado. Então, quando sair da oficina ou da concessionária, vá devagar. Alguns poucos quilômetros são suficientes para retirar a camada de cera do pneu. Mas nessas primeiras voltas, sua moto não agarra na pista como deveria.

Na internet você encontra “receitas” de como tirar a cera do pneu: lavar, lixar, passar palha de aço… Nada é tão eficiente como uma voltinha em baixa velocidade, fazendo curvas para esquerda e direita.

Pneu novo é ótimo, mas nada de sair arrepiando, antes disso você precisa deixa-lo pronto. E isso se faz no asfalto, ok?

Só uma última dica. Em automóveis é comum passar o famoso “pretinho” no pneu, pra deixa-lo brilhante e chamativo. Em uma moto, jamais faça isso. Esse produto é feito a base de silicone, o mesmo componente da cera que vem de fábrica. Viu o resultado? Isso vai deixar seu pneu liso e sem a aderência necessária, aumentando o risco de uma deslizada ou uma queda.

Segurança vem em primeiro lugar, deixa a beleza para segundo plano.

Fique sempre atento e até a próxima.

Motociclistas fazem manifestação pela “Paz no Trânsito” em São Paulo

sexta-feira, janeiro 18th, 2013

18-01-2013-1

A manifestação ocorrida na Avenida Paulista no domingo (dia 13) ficou conhecida como “Buzinaço da Paz” e contou com cerca de 350 motociclistas.  O pedido é algo que todos querem: paz no trânsito. Mas dessa vez a motivação não foi o número alarmante de acidentes envolvendo motos, foi o assassinato de um casal em novembro de 2012 durante uma tentativa de roubo.

Para quem não se lembra da história, noticiada em vários meios, o casal Sibele Pedroso e Rafael Fulaz foram mortos a tiros na Avenida dos Bandeirantes (capital paulista) no dia 29 de novembro de 2012. O casal viajava numa moto de luxo esportiva.

Segundo o boletim de ocorrência, eles aceleraram a moto depois do assalto anunciado e os criminosos atiraram. Com isso, Rafael (que pilotava) perdeu o controle da motocicleta e atingiu um veículo.

Sibele e Rafael caíram da moto. Um assaltante aproximou-se e atirou em ambos para matar. O crime chocou ainda mais a população porque as filhas de Sibele estavam no carro de trás e presenciaram a cena.

Motivados por esse absurdo, motoqueiros reuniram-se na Av. Paulista e buzinaram em frente a Assembleia Legislativa do Estado, como forma de protesto e exigir mais segurança no trânsito.

As autoridades lançaram uma nota dizendo que a Avenida dos Bandeirantes é a via mais perigosa da cidade quando se trata de assaltos.

Não é isso que queremos. Não queremos a lista das piores vias para poder evitá-las. Queremos, como motociclistas e, principalmente, como cidadãos, atitudes sérias de nossos governantes.

Segurança para trafegar por onde for. Mudanças sérias e severas. E não estamos falando apenas de policiamento (praticamente inexistente ao longo da Av. dos Bandeirantes), mas investimento sério em todos os setores sociais.

Sabemos que essa violência é fruto de uma desigualdade abissal existente em SP. Será que teremos que esperar mais mortes aparecerem na mídia para alguém mover um dedo? Ou poderemos ter alguma esperança de melhora a curto e longo prazo com políticas públicas interessadas nos setores fundamentais para o desenvolvimento social, como educação e segurança?

Não estamos exigindo nada de mais com o “buzinaço”, apenas, como cidadão, queremos o direito de ter nossa cidadania garantida.

Abraciclo e CET fazem parceria em prol do motociclista

quarta-feira, janeiro 9th, 2013

09-01-2013-1

Parece que o ano começou bem mesmo: a notícia é de que a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) firmam parceria e já inauguram o primeiro centro para motociclistas.

O Cepam (Centro Educacional Paulistano de Motociclistas) vai promover eventos educativos focados exclusivamente nos motociclistas. A infraestrutura é composta por auditório, sala de aula, pista de treinamento e espaço para exposições. Finalmente os órgãos responsáveis estão olhando para o trânsito e para o motociclista com a devida atenção.

Os eventos educativos englobam cursos teóricos e práticos, campanhas permanentes de conscientização e até uma pista para pilotar e praticar, aumentando sua intimidade com seu veículo e, consequentemente, sua segurança. O foco, a principio, são os motociclistas que utilizam seus veículos diariamente como ferramenta de trabalho.

Nós, que sempre pedimos ações desse tipo, temos o dever de prezar por essa conquista e utilizar os recursos que nos são oferecidos. Sempre buscando maior respeito entre as pessoas no trânsito (condutores de qualquer veículo e pedestre) e, quem sabe, vislumbrar uma sensível mudança de comportamento de todos para maior segurança geral.

E olha que o ano começou bem. É como dizem: novo ano, novas oportunidades. Que seja a primeira de muitas.

Até a próxima.

A moto é inocente

sexta-feira, novembro 23rd, 2012

23-11-2012-1

A sociedade dos grandes centros urbanos tende a demonizar a motocicleta por conta do comportamento de alguns motociclistas e do alto índice de acidentes. Porém desconsideram que a responsabilidade de tais acidentes é, muitas vezes, responsabilidade daqueles que fazem o trânsito: motoristas (de todos os veículos) e pedestres.

A moto, enquanto objeto inanimado, é completamente inocente. Por que estou dizendo algo tão óbvio? Porque quando se fala da moto e do motociclismo como algo nocivo, encontramos consequências terríveis.

Já discutimos sobre segurança e trânsito inúmeras vezes no blog, mas veja esse ponto: enquanto a moto em si for vista como nociva, leis e facilidades no trânsito que favorecem os motociclistas serão sonhos distantes.

Longe de defender o comportamento dos condutores das duas rodas, defendo praticidade e segurança para todos. Você já reparou como faltam lugares “oficiais” para motos estacionarem? Ou como falta uma real preocupação com a segurança do motoqueiro no tráfego diário?

Reitero: sem defender o comportamento de muitos motociclistas, o fato é que no trânsito a moto é sempre a culpada e nunca tem a preferência.

Encarar a moto não como um veículo perigoso e culpado por sua existência, mas como parte integrante e indissociável dessa colcha de retalhos que o trânsito de grandes centros urbanos seria justo. Seria o primeiro passo para atender as necessidades de quem optou por esse meio de transporte, tanto profissionalmente quanto para lazer.

Pense numa última questão: a moto é sempre vista como problema e jamais como solução, mas ninguém quer esperar mais 10 minutos para a pizza chegar… Enfim. Reflitam sobre isso e passe para seus amigos de trânsito, motociclistas ou não.

Até a próxima.

Atenção para reduzir os riscos cotidianos em uma moto

terça-feira, outubro 23rd, 2012

23-10-2012-11

Quando alguém decide comprar uma moto, tem normalmente dois motivos: lazer ou dia a dia. Hoje, a matéria será direcionada para aqueles que utilizam a moto diariamente.

Dois principais fatores pesam para quem decide utilizar a moto no transito diariamente: economia e tempo. Este segundo ponto faz com que o motociclista assuma alguns riscos. A repetição de velhos bordões e clichês como “a pressa é inimiga da perfeição” é meio incômoda, mas nesse caso, funciona bem.

Ao trafegar em alta velocidade entre os carros, o motociclista já está se colocando em uma situação perigosa que poderia ser facilmente evitada. Se estiver com pressa, é melhor ir de carro, ônibus ou metrô. Parece contraditório, mas não é. Pense que é melhor chegar tarde que não chegar.

Não vale a pena nos arriscarmos e piorar ainda mais as estatísticas de acidentes nos grandes centros urbanos. Lembre que, infelizmente, na prática a moto nunca tem preferência no trânsito e a maioria dos condutores de automóvel não dirigem motos, portanto nem imaginam como é a percepção e a reação de alguém num veículo de duas rodas.

Abaixo está um vídeo de uma campanha que visa conscientizar e sensibilizar o motoqueiro em relação dos riscos cotidianos. A maioria pode ser minimizada com ações muito simples. O assunto pode ser batido, mas é fundamental.

Dirija seguro para dirigir sempre. Até a próxima.

A importância do capacete e seus tipos

quinta-feira, outubro 18th, 2012

18-10-2012-1

O capacete é um dos acessórios de segurança mais importantes do condutor. Além de proteger a sua cabeça contra impactos em caso de queda e evitar traumatismos, ele também demonstra o estilo do motorista.

A maior incidência de pancadas em um acidente de moto ocorre na cabeça, onde a lateral esquerda do queixo recebe 15% das pancadas e a lateral direita, 18%. Assim, é recomendado o uso de capacetes fechados, que protegem toda a cabeça.

O capacete fechado é o mais seguro, contando com uma proteção total. No entanto, pode atrapalhar com o calor gerado em cidades mais quentes. Os capacetes abertos são mais utilizados em cidades litorâneas, onde o clima é mais quente. A desvantagem é que ele deixa uma parte grande do rosto vulnerável à pancadas.

Os capacetes híbridos são uma boa alternativa. Se tratam de capacetes fecados que podem ter a frente deslocada, tornando o capacete “aberto”. Assim, é adaptável para cada tipo de situação. Há também o capacete coquinho, proibido no Brasil por só proteger o topo da cabeça, mas querido por motociclistas custom, como os donos de Harleys.

Proteja a sua vida antes de tudo. Dirigir a sua motocicleta com segurança é a melhor escolha para a vida. Dirija sempre com cuidado e até a próxima.

Por que não existem dispositivos de segurança em motos pequenas?

segunda-feira, outubro 8th, 2012

08-10-2012-1

Todos os motoqueiros já sabem que um acidente de transito é muito mais perigoso para um condutor de veículos de duas rodas do que para qualquer outro condutor. Algumas estatísticas dizem que uma moto é oito vezes mais perigosa que um carro. Ainda assim, não existem itens de segurança avançados para motos pequenas.

Hoje em dia é possível comprar um carro popular com freio ABS e airbag, por exemplo. Uma moto “barata”, como a Honda CG 125 (a moto mais vendida no Brasil em 2012) não dispõe de um sistema de frenagem antitravamento nem como opcional. Obviamente que essa decisão é motivada pela questão comercial e econômica, não pela segurança.

Apenas em motos a partir de 300cc que o sistema ABS é ofertado. Mesmo assim, uma Honda CB 300R torna-se quase 15% mais cara por conta de opcional de segurança. Por conta disso, apenas 3% das CB 300R foram vendidas com ABS.

Enquanto vemos avanços significativos no ramo de segurança automotiva e o barateamento de itens básicos de segurança e conforto, parece que as montadoras dão de ombros para os números de acidentes em centros urbanos que envolvem motos. Lembrando que cerca de 90% desses acidentes envolvem motos pequenas, com cilindrada abaixo de 300.

Em motos maiores, como o caso da Honda CB 600F Hornet, o sistema ABS acrescenta menos de 10% no preço final. Com isso, só em 2012, 33% desse modelo foram comercializados com o sistema de frenagem mais seguro. Ainda é pouco, mas já é um avanço.

Acontece que as motos mais vendidas no Brasil são abaixo de 250cc e esses modelos nem sequer oferecem sistemas de segurança. Enquanto a indústria automobilística anda na frente, equipando, a partir de 2014, todos os carros com airbag e ABS por exigência de leis, as motocicletas são deixadas de lado.

Não é preciso uma lei para fazer com que os fabricantes de lado percebam a urgência de avançados sistemas de segurança nas motos, visando a segurança de seus clientes. Quando o assunto é trânsito, a segurança deve estar à frente da questão comercial.

Capacetes - A série

sexta-feira, janeiro 21st, 2011

capacetes-fly

Hoje daremos início a uma série especial sobre capacetes.

Além de um item fundamental para a segurança e equipamento previsto por lei para todos os motoqueiros, o capacete traduz um pouco do estilo de cada motoclista, além de possuírem características que se adaptam aos mais variados tipos de situaçõs.

Integrais: São fechados, com formato que confere maior resistência a toda a estrutura.
Ponto Negativo: Têm facilidade para embaçar a viseira e são quentes nos dias de calor, além de mais caros.

Ponto Positivo: Oferecem maior proteção (por isto o alto preço) e têm muito mais materiais e funcionalidades como canais de circulação de ar, forros removíveis, e etc.
Todo Terreno: Têm um formato muito próprio que inclui uma proteção para os diversos tipos de terreno, incluindo contra pedras, lama e poeira. Indicado para esportes.

Híbridos: Permitem abrir/deslocar para cima à parte do queixo do capacete.

Ponto Positivo: Ideal para grandes viagens, pois permitem descansar um pouco a cabeça e respirar melhor nas paradas, sem ter que retirar o capacete. Indicado para quem utiliza óculos.

Abertos: Protegem apenas as orelhas e as partes laterais do rosto. O nível de segurança deste capacete é baixo, não possui proteção para o queixo e grande parte não tem viseira. A falta de aparato mais seguro reduz o preço deste capacete que é indicado para uso na cidade.

Coquinho: No Brasil o uso é ilegal, cobre apenas a parte superior da cabeça. Utilizado normalmente para demonstrações e motociclistas de “Harleys”.

Dicas sobre Scooters

sexta-feira, dezembro 10th, 2010

Que as Scooter são um tremendo sucesso no Brasil, todos sabemos, porém aí vão algumas curiosidades sobre esse modelo tanto agrada ao povo brasileiro:

No Brasil, é necessário fazer moto escola e obter a CNH tipo A para guiar uma Scooter, ao contrário de muitos outros países, que permitem que se guie uma scooter de até 125 cm³ com a CNH de carro.

Um traço comum daqueles que andam de Scooter, é que estes também costumam ter motos, e usam a scooter para pequenos trajetos dentro do bairro normalmente. Outro dado importante é o fato de esta ser pouco visada por bandidos, ao contrário de motos que são alvo favorito, pela sua praticidade e velocidade.

Um problema que ocorre devido a esse grande número de pessoas usando scooters, é que muitos a usam como se esta fosse uma moto. Na Europa, onde também são muito populares, são usadas devido às ruas estreitas e trajetos curtos, enquanto aqui é possível ver muitos guiando scooters em avenidas expressas e estradas. Vale alertar sobre o perigo de se fazer isso, já que são veículos pequenos e quando na mesma velocidade de outros veículos fica instável. Outro fator é a pilotagem, já que você não monta na scooter, muito se perde pela falta de uso de pernas nas irregularidades.

Para se andar em vias expressas e estradas, já existem as maxiscooters que chegam até 650 cm³. Estas são muito mais indicadas para tais percursos, inclusive para se transitar com garupa, ainda em baixa quantidade no mercado, essa novidade está começando a esquentar, principalmente entre o público feminino.

Além dessas facilidades, ambas contam com gasto energético bem mais baixo, além de já existirem modelos elétricos. Com essas dicas, basta ficar atento e seguir com segurança.

Capacetes permitidos para uso de condutores e passageiros de Motocicletas

sexta-feira, outubro 29th, 2010

Todos sabem que o uso do capacete é obrigatório, porém ainda existem algumas dúvidas em relação aos tipos permitidos. É necessário que os capacetes estejam de acordo com o regulamento feito pelo Inmetro.

Além do regulamento, existem exigências feitas pelo Conselho Nacional de Trânsito, o Contram. Essas dizem que a fabricação tem que estar de acordo com a norma brasileira NBR 7471. O Inmetro então tem o dever de verificar a conformidade do produto, se este atende ou não a lei.

Além de estarem de acordo com o a lei, os capacetes passam por diversos e rigorosos testes de segurança. São quatro os modelos regulamentados de capacetes para motocicletas. O integral (fechado), o misto (queixeira removível), o modular (frente móvel) e o aberto, sem a queixeira (proteção para o queixo). E devem conter na parte de trás o selo com os logos do Inmetro e do OCP - Organismo de Certificação do Produto.

O famoso “coquinho”, apesar de charmoso não é regulamentado e não atende à legislação em vigor, que trata as questões de segurança. Os capacetes regulamentados têm o seu berço interno protegido com uma camada espessa de isopor, espuma e tecido antialérgico, que permitem maior absorção do impacto, em caso de queda.

Os chamados “coquinhos” têm, no seu interior, um sistema de retenção que não oferece segurança ao usuário. Caso o condutor da motocicleta esteja usando este tipo de capacete, estará sujeito a multas.