
Olá motoqueiros do Brasil. O ano de 2013 começou com vendas baixas de motocicletas. Mais baixas do que as vendas do “terrível” ano de 2012.
Segundo dados do Fenavabre e da Abraciclo, o mês de janeiro apresentou uma redução de 8,4% de emplacamentos em relação a dezembro e estrondosos 11,1% em relação a janeiro de 2012. A produção também recuou massivos 28,1%.
O mês de janeiro não é um mês bom em vendas no setor, porém a redução foi muito grande e mostra que, se houver crescimento, será muito tímido em 2013, muito abaixo do recorde de dois milhões de veículos vendidos, esperado pelos fabricantes.
Para o diretor-executivo da Abraciclo, José Eduardo Gonçalves, o grande problema continua sendo a restrição ao crédito. Dados computados pela associação revelam que em 2012 o financiamento foi a modalidade de compra de apenas 40% das motos comercializadas – em 2011 esse percentual era de 52%. “Temos buscado alternativas, pois o setor de motos depende do crédito para voltar a crescer. Os bancos públicos criaram linhas especiais, mas até o momento o mercado não apresentou sinais de recuperação”, afirma Gonçalves.
Mas, no fundo, o problema não é o crédito, é o preço!
Porém, será que ninguém pensou na “alternativa absurda” de baixar os preços? As montadoras podem estar fechando as portas, mas não pensam em não bater recorde de lucro (não de vendas, como sugerem), preferem aguardar uma “forcinha financeira” do governo.
Falando em governo, o que dizer do IPVA muitas vezes mais caro do que de carros?
E os juros abusivos para quem consegue um financiamento?
Sem contar no seguro que muitos proprietários já estão até deixando de fazer.
As explicações para os valores cobrados são inúmeras, mas todas tem o mesmo fim: lucro estratosférico do órgão responsável. No meio disso tudo, entra a restrição ao crédito, sem dúvida.
Mas o fato é que por aqui você compra uma moto e paga por duas. Se compararmos os preços dos nossos veículos – carros e motos – com de outros países (não estou falando de EUA, Japão ou Alemanha, mas de Chile, México e Argentina, por exemplo), temos a sensação de que algo anda muito errado por aqui…
Temos que ter cuidado com a falácia de “vender mais unidades”, pois o fabricante busca apenas “um lucro maior”. Isso tem diferença. No lugar de vender mais, é preferível vender menos por um preço maior.
Não estou aqui pedindo para a montadora ter prejuízo, isso não faria sentido. Ou então para cortar os preços a ponto de não valer a pena fabricar o modelo. Nem sequer estou pedindo um preço baixo, estou pedindo apenas um preço JUSTO.
Isso já seria muito menos do que estamos acostumados a pagar.
Tem opinião sobre o assunto? Mande pra gente.
Até a próxima.