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Viajando com sua moto – Caminho Velho da Estrada Real (MG)

segunda-feira, janeiro 28th, 2013

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Estavam com saudades de roteiros de viagens? Eu também. E para voltar em grande estilo, um roteiro clássico que diz muito a respeito do Brasil Imperial. Essa viagem pela Estrada Real é destino de inúmeros aventureiros, estudantes, acadêmicos, família e, claro, motociclistas.

Antes, um pouquinho da história do local. A Estrada Real começou a ser construída no século XVII com único propósito de escoar o ouro de Vila Rica (hoje Ouro Preto – mudança demonstrada no espetacular poema “Vila Rica”, de Olavo Bilac ) para Paraty. Alguns anos depois, com a descoberta de diamantes na região do Serro, surgiu uma vertente da estrada de Diamantina até o Rio de Janeiro.

O roteiro proposto vai de Cruzeiro a Tiradentes. É uma viagem curta, apenas 250 km pelo Caminho Velho (a parte da estrada que chegava a Paraty). Mas é uma viagem para fazer sem pressa alguma. Neste caso, o trajeto é muito mais importante que o destino.

A Estrada Real em si abriga Museus, Centro Histórico, Centro de Artesanato, Trem Real e infinitas possibilidades de roteiros para serem feitos a pé, todos com possibilidade de guia. Vamos nos concentrar na viagem de moto, dessa vez, ok?

O ponto de partida é o quilômetro 213 da Dutra, na entrada para Cruzeiro. Siga pela SP-052 até Passa Quatro, a primeira cidade mineira do trajeto, encravada na Serra da Mantiqueira. Após passar por Itanhandu, a estrada torna-se sinuosa, tome muito cuidado. Uma estrada de quatro séculos pode ter caminhos estranhos.

Após isso, você deve pegar a BR-354 a caminho de Caxambu. Chegando lá, vale uma parada. Caxambu abriga o maior complexo hidromineral do mundo, com 12 fontes de água mineral com propriedades diferentes. Seis quilômetros à frente está a pequenina e charmosa Baependi, cidade com belas cachoeiras, de acesso razoavelmente difícil. Se você tiver um espírito aventureiro, vale a pena visitar, mas ali será difícil encontrar pousadas para passar a noite.

Seguir viagem. Você deverá pegar a rodovia BR-383 à esquerda em direção a Cruzília e Minduri. Em Minduri, você tem duas escolhas: pegar à esquerda no percurso de terra (em bom estado) para Carrancas, onde encontrará as mais belas cachoeiras da região; ou seguir em frente para São Vicente de Minas, onde o caminho é asfaltado. Mais uma vez, depende do tempo que você reservou para a viagem e do seu espírito aventureiro. Também depende da moto que você está pilotando. De qualquer forma, por aqui é fácil encontrar pousadas muito aconchegantes para passar uma noite (vale a pena).

De uma forma ou de outra, o caminho escolhido te levará à história São João Del Rei na BR-265. Pare aqui, obrigatoriamente. Dê um passeio pelo centro histórico, principalmente na belíssima Igreja de São Francisco. A cidade tem cachoeiras lindas e fica a apenas 15 km do destino final, Tiradentes. Depende de como for sua programação, vale a pena ficar alguns dias por São João del Rei. Mais informações aqui.

Seguindo a viagem para o destino final, em Tiradentes não deixe de visitar a rica Igreja Matriz de Santo Antônio. Além do mais, a história cidade da Inconfidência (por isso recebeu esse nome) esconde os melhores restaurantes de Minas Gerais (segundo moradores, claro) e boa parte das melhores cachaças do mundo (“bebedores” garantem que RJ e BA não devem em nada para MG no quesito cachaça, mas tradição é tradição, né?). Encontrar hotéis e pousadas em Tiradentes é muito fácil.

Infelizmente o site oficial da cidade estava fora do ar quando terminei de escrever esse roteiro, então ficaram faltando mais detalhes e links para sua consulta (como hotéis, restaurantes, ecoturismo e programação de eventos).

O site da Estrada Real é muito organizado com belas fotos que te deixarão louco para pegar esse caminho e pensar em inúmeras possibilidades de viagem por lá, confira: http://site.er.org.br//index.php/home/index.

E aí? Curtiu? Tem mais dicas? Espero ter ajudado.

Boa(s) viagem(ns) e até a próxima.

Igreja Matriz de Santo Antônio

Igreja Matriz de Santo Antônio

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Viajando com sua moto: São Paulo – São Thomé das Letras, a viagem mística

quinta-feira, outubro 25th, 2012

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A dupla de rock rural mineira, Sá e Guarabyra, fala de São Thomé em uma de suas canções mais famosas. A mesma canção fala de motocicleta e tem todo aquele clima “estradeiro”. Pensando nisso, por que não pegar a moto e puxar até a mística cidade do sul de Minas Gerais?

A 355 km de São Paulo, a viagem pra São Thomé promete ser tranquila e o destino é muito agradável. Vá pela Fernão Dias (BR-381) a caminho de Belo Horizonte; ali não encontrará grandes problemas, principalmente porque a rodovia foi duplicada e o asfalto está em boas condições, portanto os caminhões (que antes tornavam a viagem um terror) já não atrapalham tanto.

Será necessário virar à direita na BR-491 e à direita novamente para pegar um curto e prazeroso trecho da MG 167 (caminho de Bento de Abade). Os 25 km da pequena rodovia mineira é muito convidativa e com um típico “cheiro de mato”. Mais uma curva a direita e uma subida de 18 km para a montanhosa São Thomé das Letras. Não são estradas com muitas curvas ou desafios.

Já em São Thomé, aproveite o clima “natureba” da cidade: encoste a moto em uma das inúmeras pousadas da cidade (esqueça hotéis cinco estrelas, a cidade foi feita pra relaxar em meio à natureza e à simplicidade) e faça tudo o que for preciso a pé. As ruas inclinadas de pedras são desconfortáveis para circular de moto. Não se assuste com os nomes das pousadas: Arco-Íris, Pousada do ET, Aliens Palace, Lua e Flor, Pirâmide do Sol… Tudo na cidade têm esse clima hippie e esotérico.

Não deixe de visitar uma das inúmeras cachoeiras pelos arredores da cidade. A mais próxima chama-se Eubiose: charmosa e discreta, é muito boa para nadar (apesar da água gelada) e para conhecer outros turistas que passam sempre por ali. Se quiser ir um pouco mais longe, não deixe de conhecer a famosa cachoeira Véu da Noiva. Mais vazia e com a água menos gelada, provavelmente é a mais bela das cachoeiras da região. Os mais “destemidos” passam a noite na cachoeira.

Para aquecer, depois da gelada cachoeira, volte para o centro e vá ao bar 1001 Cachaças. Como o nome propõe, eles têm 1001 rótulos diferentes de cachaças, todas artesanais. Os nomes vão de “Cachaça do Mago” a “Salinas”.  O restaurante “O Alquimista” é a melhor opção pra quem quiser comer da deliciosa cozinha mineira.

Quando começar a entardecer, suba a “pirâmide” (uma casinha no topo de uma montanha local que dá visão de 360° da região) para apreciar o “melhor pôr-do-sol do planeta”, segundo os moradores da região (se tiver pique de acordar cedinho, pode ver o nascer do sol, que ocorre por volta das 5h30). Ali você encontrará hippies, turistas, amigos, rodinhas de violão e casais. Ao pé da subida, alguns barzinhos, restaurantes e barraquinhas de artesanato dão as boas vindas aos visitantes.

Aproveite o dia seguinte para visitar pelo menos uma das várias grutas da cidade e comer a deliciosa Pizza na Pedra. E não se esqueça de comprar lembrancinhas nas feiras de artesanato espalhadas pelo centro. Para saber mais, acesse: http://www.visitesaothome.com.br/

Não é uma viagem para um fim de semana, pede um feriado de três dias no mínimo.

Aproveite sua viagem. Guie com atenção e segurança. Até a próxima.

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Viajando com sua moto: São Paulo – Paraty, um destino obrigatório

sexta-feira, outubro 12th, 2012

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Ter Paraty como destino é mais do que suficiente para nos fazer sair de casa com a moto. A cidade, considerada Patrimônio da Humanidade pela ONU, está a 330 km da capital paulistana e oferece ótimas opções de rota.

Pode-se seguir pela estrada Rio-Santos que ganha nova vida quando cruzada de moto (ir de carro por ela é muito chato e demorado), pois apresenta uma bela vista após a praia de Maresias (litoral norte de São Paulo).

Mas o recomendado mesmo é seguir da capital pelas rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto, que apresentam um asfalto impecável e pistas largas para trafegar. Depois é necessário descer a serra através da Rodovia dos Tamoios para chegar a Caraguatatuba. Dessa forma, evitamos alguns caminhões pela viagem.

Além de mais opções para alguma eventual parada, a vista que a Tamoios proporciona, principalmente quando se passa pelo Vale do Paraíba, é muito bonita. Chegando ao litoral, você terá o prazer de pilotar por um dos trechos mais gostosos para os motociclistas: os 70km de Rio-Santos que separam Ubatuba (SP) de Paraty (RJ).

Asfalto ótimo, curvas sinuosas e vista deslumbrante, com a Mata Atlântica de seu lado esquerdo e praias lindas de seu lado direito, são os artifícios desse trecho que irão conquistar qualquer motoqueiro. Vale a pena não acelerar.

Chegando a Paraty, o charme da arquitetura histórica nos faz esquecer as imperfeições das ruas (o chão é feito de ladrilhos e pedras). Busque por alguma pousada perto do centro (essa viagem, definitivamente, não deve ser feita em um único dia, no mínimo quatro dias são necessários).

A cidade é muito conhecida por sua beleza exuberante, com praias paradisíacas e cachoeiras espetaculares. Mas também por seu centro histórico e suas tradições.

Em Paraty, a Praia do Sono merece uma visita: sem acesso para carros, só é possível chegar La caminhando por trilhas ou de barco. A caminhada vale a pena, pois a praia de areia fininha e mar esverdeado apresenta algumas das melhores piscinas naturais do Brasil, bem como córregos de água doce desembocando no mar.

É recomendadíssimo uma visita a Trindade (a 25 km a sul de Paraty), antiga vila de pescadores onde você poderá conhecer algumas das praias mais incríveis do litoral carioca (e isso não é pouca coisa) e comer peixes frescos deliciosos na Praia do Meio. A Cachoeira do Engole é para obrigatória pra quem passa por lá. Os mais ousados podem visitar a Praia das Figueiras, reservada para a prática do naturismo (por isso também é conhecida por Praia dos Pelados).

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Vale lembrar que Paraty é a cidade da cachaça (alguns especialistas dizem que a cachaça de Paraty está no mesmo nível da cachaça de Salinas, mas os moradores juram que a carioca é a melhor), portanto, pode reservar um dia para conhecer alguns alambiques e provar cachaças magníficas. Obviamente que a moto ficará estacionada nesse dia.

Mais dicas da cidade você encontra aqui: http://www.paraty.tur.br/index.php

Alguns motociclistas dizem que a viagem partindo de Paraty a caminho do Rio de Janeiro é, também, inesquecível (vale lembrar que a cidade fica apenas a 236 km da capital carioca). Mas isso é assunto pra outra viagem.

Espero que aproveite sua viagem. Tem outras dicas? Manda pra gente.

Lembre-se: viajar seguro para viajar sempre. Até a próxima.

Viajando com sua moto: Curitiba – Morretes, lugares lindos e tranquilos

sexta-feira, outubro 5th, 2012

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Alguns trajetos são deliciosos por si e ficam ainda melhores se feitos de moto. Este é o caso da viagem de Curitiba a Morretes, pequena cidade serrana paranaense. O trajeto deve ser feito de trem ou de moto.

Esta é uma viagem curta, porém incrível. Em Curitiba, siga para a Estrada da Graciosa, que não leva esse nome à toa: é talvez a estrada curta mais bonita do Brasil. Com um pouco menos de 40km, a estradinha reserva uma beleza natural imbatível que ganha um charme maior por conta de seu piso de paralelepípedo (portanto evite fazer a viagem em dias de chuva).

Como se não bastasse, ao longo do trajeto, é possível encontrar uma grande variedade de churrascarias, mirantes e recantos com um delicioso cheiro de mato e ar puro. Não tenha pressa: pare quantas vezes quiser para tirar fotos ou apenas admirar o local.

Se puder viajar na primavera, ainda melhor. Boa parte da estrada é cercada por hortênsias que se abrem nessa época do ano, tornando o cenário paradisíaco.

Outra opção interessante é fazer a viagem de ida de trem e de volta de moto, afinal os trens carregam as motocicletas dos muitos que optam por conhecer o local (nesse caso, o embarque é bem cedo, por volta das 6h30). O visual serrano feito pelo trem (que percorre a apenas 25km/h) é deslumbrante e permite vistas impossíveis por outros meios.

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Chegando a Morretes, a primeira sensação que se tem é de paz. A charmosa cidade colonial é muito tranquila e acolhedora. É quase obrigatório provar a barreada, prato típico do lugar, que leva carne bovina e demora 24h pra ficar no ponto. O custo médio do prato é de R$25 a R$30.

A cidade é muito quente, portanto esportes aquáticos são comuns por ali. Caso decida passar a noite (recomendo que sim, procure pela deliciosa Pousada da Dona Lara, localizada em meio a Mata Atlântica), os pequenos bares do centro servem cerveja gelada e porções de camarão generosas (nessa noite, deixe a moto no hotel). Ainda vale a pena conhecer a ferrovia, o Porto do Cimo e o rio Nhundiaquara pela manhã.

Tendo um tempinho extra, a 15km de Morretes fica a cidade portuária Antonina. A estrada até lá é muito boa de fazer por conta do belo visual e das curvas com asfalto em ótimo estado.

É possível ir e voltar no mesmo dia para quem está em Curitiba. Mas, com certeza, vale a pena um feriado de três dias no mínimo. Mais detalhes sobre a cidade, você encontra aqui.

Espero que se divirtam, viaje seguro para viajar sempre! Até a próxima.

Suzuki V-Strom 650, boa para viagem

quarta-feira, setembro 22nd, 2010

Para os fãs de motocicleta, e principalmente aqueles que adoram viajar a bordo da sua para conhecer diferentes lugares. Antes quem desejava conhecer mais afundo seu país a bordo de uma motocicleta, tinha que desembolsar uma considerável quantia de dinheiro. Hoje já não precisa mais, a V-Strom 650 veio com um preço mais accessível.


A V-Strom 650 carrega grande parte das qualidades de sua “irmã” maior. A principal delas é o conforto. O assento é largo e tem a espuma na densidade ideal. Até mesmo o espaço para garupa, esquecido em muitas motos, é conhecido como um dos melhores do mercado. A proteção aerodinâmica também garante conforto extra para o piloto em longas viagens. A altura do guidão e os comandos estão ali, sempre à mão. E fechando o pacote as pedaleiras com proteções de borracha deixam as pernas em uma posição agradável. O painel completo e de fácil visualização perdeu o útil indicador de última marcha engatada e os aros cromados – presentes na V-Strom 1000.

A autonomia também é outro trunfo para os aventureiros, o tanque da 650cc comporta 22 litros de combustível. E como durante muitas viagens não é possível prever as condições da estrada o modelo tem suspensões altas e com regulagens – garfo telescópico na dianteira e monoamortecedor facilmente ajustável na traseira.
A V-Strom 650 só não se sai melhor no off-road por conta do seu peso excessivo e dos pneus que privilegiam a pilotagem no asfalto. Mas ela não nega fogo, com essa Suzuki 650cc é possível raspar as pedaleiras no asfalto ou cruzar um riacho com facilidade.

Fonte Infomoto